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É, parece-me, habitual fazerem-se balanços no fim dos anos... Mas, como me esqueci de o fazer no fim de 2008 e não estou agora nada virado para andar a olhar para trás, resolvi fazer o balanço destes primeiros dias de 2009. Devo dizer que a coisa promete, dá-me a ideia que é capaz de vir a ser um período muito auspicioso. Senão, vejamos:
Tenho um computador portátil já entradote, coitado. Apresenta uns já interessantes 4 anos completos, o que corresponde em idade humana a, mais coisa menos coisa, uns bons 3500 anos. Isto assim, contando por baixo. Pois a pobre da máquina achou por bem recusar a ligar-se desde que o ano passado nos deixou, talvez saudades do antigamente, um apego ao passado, sei lá. Só sei que aquela porcaria não está a cumprir o seu papel e isso está a deixar-me levemente irritado.
Como não há uma sem duas, os meus óculos tomaram uma decisão muito importante: partiram-se a meio, sem qualquer razão. Assim mesmo, sem tirar nem pôr. Uma espécie de milagre da multiplicação óptica. Eram uns bons óculos e passaram a ser dois miseráveis monóculos, sem qualquer utilidade. Uma maravilha. Como é mais do que evidente, o seguro que me permitia ter uns novos óculos tinha acabado de terminar. Só assim é que a coisa passa de situação potencialmente engraçada para outra categoria bastante mais desinteressante...
Já adivinharam: não há duas, sem três. Pois, acertaram. Ora, como o portátil continua a padecer da sua sombria depressão, há que trabalhar no seu primo afastado, computador de secretária. Coisa antiquada, um pouco fora de moda, bem sei, mas sempre fiel e segura, que está lá pronto para nos salvar, quando deles precisamos! Ou então não... Já era sorte a mais. Claro que este velho companheiro tinha que mostrar ser solidário com o seu familiar ferido, inventando uma maleita qualquer. Neste caso - quando não é boi é vaca - em vez de problemas físicos, a coisa foi da ordem do intangível. Psicológico, talvez. Há quem lhe chame software...
Agora, se me dão licença, vou dar uma vista de olhos ao carro, para ver se o motor não caiu ao chão, por exemplo. E, de caminho, estou a pensar em verificar se alguma peça de mobília não terá cometido suicídio por auto-combustão. É que, pelo andar da carruagem, não seria nada de estranhar.