30
Mar 09
publicado por pnf, às 10:02link do post | comentar

Imagem retirada da Internet

 

Quando o telemóvel anuncia que o meu próximo interlocutor dá pelo nome de "EB1 de ...", imagino imediatamente que a Beatriz está agarrada, com um esgar de dor, a qualquer parte do corpo, se espetou furiosamente contra uma parede na aula de educação física, partiu os óculos em trinta pedaços ou qualquer outra desgraça dentro do género. Foi esse o caso desta vez.

 

Que eram os ouvidos. Que estava a queixar-se de dores lancinantes desde manhã, que parece que a coisa era tão grave que ela não aguentaria a brutal espera de mais duas horas até nós lá chegarmos. A menina confirmou, respondendo com hum hum a tudo que perguntei. Naturalmente hesitei entre chamar os meus pais para a irem buscar, ou partir logo para a opção INEM, que a coisa afigurava-se gravíssima. Optei pela primeira, mas com um grande aperto no coração e mesmo com um sentimento de culpa já bastante acentuado, como podem imaginar.

 

A entrada no carro dos avós, mais uma vez travestido de ambulância, parece ter feito bem à maleita da menina: à pergunta da avó de como se sentia, bastou um abanar de mãos, como quem diz mais ou menos, para ficarmos logo todos mais aliviados. Sim, porque como é sabido, mais ou menos é muito melhor que mal. Que alívio, até já se respira melhor.

 

Para conseguir uma cura há quem faça de tudo um pouco: quem vá ao médico, ao hospital, ao curandeiro, ao endireita, à bruxa, faça promessas, consulte o Professor Bambo, poderoso mágico perito em magia branca e negra, maus-olhados, amarrações e arranjinhos em geral, quem se encha de medicamentos e outras opções mais. A Beatriz não. Ao que parece, basta-lhe umas horas na casa dos avós para logo melhorar. É que são várias as valências lá existentes, tudo em prol da saúde das crianças. Senão, vejamos: podem passar-se horas sem fim em frente ao computador, em diversas actividades, qual delas a mais divertida. Também temos a opção de nos estendermos num sofá a olhar para a televisão ou a ler qualquer coisa. Como é evidente, tudo isso acompanhado pela possibilidade de se lanchar umas cinco vezes por tarde, o que não faz senão bem. E depois há as actividades ao ar livre, que vai desde passear e apanhar flores, até uma paragem para comprar um brinquedo qualquer, culminando quase sempre num gelado puramente medicinal, evidentemente. Em conclusão, ir para a casa dos avós é como ir para as termas, sem a chatice da parte das termas.

 

Serviu este episódio para confirmar, como se tal fosse necessário, a  potência curadora dos ares da casa dos avós. Sim, porque era doença de monta, pobrezinha.

 

 


UI...imagino as dores que devia sentir...e imagino a cura milagrosa que os avós la tinham para ter passado tão rapido:o)))

miudos....:o))

beijocas
maebabada a 30 de Março de 2009 às 14:37

Pois eu nem consigo imaginar as dores... seriam certamente lancinantes, coitada. Mas pronto, tudo está bem quando acaba bem.

Beijinhos
pnf a 5 de Abril de 2009 às 19:32

Espero que já estejam, ela e tu, recuperados!


Cá entre nós, que a B. não nos lê... epá eu lembro-me de ter uma "doença" dessas!


Bjocas
me a 30 de Março de 2009 às 15:51

Estamos ainda um pouco combalidos, como podes imaginar: sim, porque nestas situações tão graves, a cura vai chegando lentamente. Mas vamos andando, obrigado pela preocupação...

Beijinhos
pnf a 5 de Abril de 2009 às 19:37

Somos uns privilegiados, os que podemos contar com os avós!! Ainda bem que não foi nada de grave!
Beijinhos!
Torradaemeiadeleite a 31 de Março de 2009 às 17:25

Sim, sem dúvida um privilégio.
Ah, mas foi muito grave! Gravíssimo! Gravérrimo, ...

Beijos
pnf a 5 de Abril de 2009 às 19:38

Está tudo bem, é o mais importante... beijinhos para vós
Sónia Pessoa a 1 de Abril de 2009 às 14:34

Sim, isso é que conta.
Beijos
pnf a 5 de Abril de 2009 às 19:39

Gostaríamos de agraciar-vos com o prémio "Manifesto Jovens que Pensam". Ver aqui (http://opinionshakers.blogspot.com/2009/04/premio-manifesto-jovens-que-pensam.html)
HG a 6 de Abril de 2009 às 19:11

Bem, duas coisas me surgem na cabeça de forma imediata ao ler este comentário: a primeira é uma vontade indomável de me lançar aos pés de quem me ofereceu tão simpática distinção. Até já coloquei o prémio ali na minha sala de troféus e tudo. Obrigado, muito obrigado. Principalmente porque me chamam jovem e porque dizem que penso, duas facetas que eu próprio já duvidava. A segunda coisa que me que me ocorreu, foi um certo desacerto entre o prémio e a linguagem usada para o oferecer... Não sei porquê, mas para um prémio para "jovens", este tratamento por você, este verbo "agraciar" e tal... não bate a cara com a careta, não acham? Vamos lá dar uma limpadela a essa frase. Que tal "Nós, os manos aqui do blogue XPTO, curtimos bué o teu estaminé e vamos dar-te um prémio bem fixolas. Fica bem"? Pensem nisso.
pnf a 13 de Abril de 2009 às 10:45

pnf,
bom, eu vinha mesmo era perorar sobre as maleitas dos putos e as dores de cabeça dos pais e mães que, como eu e o autor deste post, vivem no equilíbrio precário do quando o telefone toca, no tocante aos seus rebentos... tocante, mesmo, diga-se. Daí que, para deixar acabado e resolvido esse ponto, eu queira assinar aqui em baixo dessa preocupação eterna (enfim, talvez não eterna, só até aos 18, em teoria, ou lá quando fôr que eles se casem e desapareçam das nossas preocupações, finalmente, em teoria, claro...) e deixar a minha solidariedade parental (bonita, esta expressão).

Mas depois vi este comentário/resposta ao prémio e não posso deixar de (quer dizer, poder eu podia, mas não sei porquê não me apetece) comentar o comentário: bem respondido, ó pnf, muita bem notada essa dicotomia (bonita palavra, não acham?) entre a idade aparente do prémio e a aparente idade do comentário que acompanha o prémio, bem apanhada essa resposta, porque de facto a bota não bate com a perdigota neste caso...

Bom, e de repente dei pelo facto de ter estado a escrever um lençol de palavras que não tenciono reler antes de publicar e fico a pensar cá comigo que já houve um tempo em que eu era Beatriz de idade e escrevia coisas bem mais bonitas e menos complicadas que estas que aqui e agora vou escrevendo, mesmo que com a melhor das intenções... e bolas, bate cá uma saudade desses dias que já não voltam!!! Mesmo sem a conhecer aqui fica uma bjoca sentida para a Beatriz: miúda, nem sabes o bem que tens...

cumprimentos, pnf.
fui.

De:
Anónimo

Data:
17 de Abril de 2009 às 17:20


Nossa coitada.
fernanda a 12 de Junho de 2009 às 22:56

Olá,
Nem mais...

Bom fim d  semana.

Abraço
tonymadureira a 11 de Julho de 2009 às 15:45

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