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Ago 09
publicado por pnf, às 10:28link do post | comentar

Imagem retirada da Internet

 

De modo que acabaram. Está bem que aqui ninguém se apercebeu, tal o marasmo blogueiro, mas as férias acabaram. Não as férias de escrita no blogue, que isso é coisa para assim permanecer; se quiserem vão queixar-se ao meu chefe. E, daí, não vão coisa nenhuma, que o resultado pode ser desinteressante para estes lados... Vá, estejam quietinhos.

 

Pois este ano foi seguir o ir para fora cá dentro, que, se é para apanhar gripe, ao menos que sejam uns vírus que falem em bom português. Mas não é por andar cá dentro, que não se anda muito. Fomos dum extremo ao outro, regressamos e partimos para outro extremo, que o país é pequeno, mas tem extremos que se farta. Fartamo-nos, portanto, de extremar, como que a mostrar que não é no centro que está a vritude, mais uma frase feita que cai assim por terra, coitada.

 

Tracemos o mapa, que é sempre bom perceber-se do que se fala: de Braga a Milfontes, de Milfontes a Braga, de Braga a Miranda do Douro e de Miranda do Douro a Braga, mais as necessárias incursões pelas respectivas regiões. E, já agora, também uma ligeira incursão por regiões não nossas, um saltito a terras vizinhas, que acabou num caminho para cabras espanholas. Calma, não são as espanholas que são cabras, a estrada é que era para cabras, não vá já começar aqui e agora mais uma desavença diplomática. Muitas horas, muitos quilómetros, está feita a confirmação da publicidade que garante que o nosso país cresceu. Se não cresceu, parece.

 

Coisas várias se podem fazer em tão poucos dias. No extremo do litoral podemos sempre aspirar o cloro das piscina, esmagar as plantas dos pés nas pedrinhas à beira-mar plantadas, aterrar numa espreguiçadeira a ver as nuvens passar no azul do céu, pelo menos até aparecer uma face infantil a perguntar se já está na hora de cair na água, pela trigésima vez nos últimos 10 minutos. Ou então, numa impressionante recriação dum qualquer livro dos "Cinco", avançar sem medo por grutas escorregadias em busca dum monte de ferrugem, com forma de barco, encalhado para sempre num mar de areia.

 

Já no extremo das terras de Miranda a música é outra e parece-me evidente que seja feita em mirandês: parte-se nun barco bilingue para besitar cuorbos i demales passarada, mui sperançados que l barco nun se smague contra las arribas, l que ne ls tornarie ne l'almuorço de l duonhos de la casa... por falar an almuorço, hai que passar fame antes de partir para estas paraiges, adonde las tostas mistas son jantares para 4 pessonas i la la famosa posta ten tanto de bun cumo de trabalhoso. Mas nun ne ls quedamos, fomo-mos a eilha cumo manda la tradiçon. I eilha fui-se. Tradiçon ye tamien ber ls pauliteiros, tamien era solo l que faltaba alhá ir i nun ls ber, que serie bien pior que de l que nun ber l papa an Roma, yá qu'esse nun ten ritmo i dá un cacho de sono. Ls pauliteiros ye al cuntrário, haba ritmo i gaita de foles i ye bé-los a rodopiar i a paulitar, de roupas garridas, antre boltas i rebiraboltas, traçan caminos de coraige i beleza, tanto pa l mirar cumo pa ls oubidos. Quien bai la Miranda i nun ls bai ye ber, nun merece l'aire que respira.

 

E assim foi. E assim acabaram. E agora, que os sapatos finalmente tomaram o lugar das sandálias, já as saudades surgem. Não destas férias que passaram, mas sim saudades das próximas. Que para trás mija a burra; olhemos para a frente, então.

 

 


Pois, o que é bom acaba depressa!
As minhas também já lá vão, pelo menos as de Verão, agora é aguardar ansiosamente por um fim-de-semana diferente :)
Também visitei Espanha e fiz um passeio por zonas que ainda não conhecia do Algarve.
Foi tão bom.
Mas agora é trabalhop mesmo e tentar tornar o dia a dia diferente (no bom sentido) para cortar a monotonia.
Então bom regresso ao trabalho :)
Paisagemviva
paisagemviva2 a 18 de Agosto de 2009 às 10:39

Pois é, foi bom mas acabou-se. Mas nada de lamentações, outras virão.
pnf a 19 de Agosto de 2009 às 09:45

Em Miranda do Douro viste mais do que eu Pedro, já que de pauliteiros nem sinal tive... E de barquinho, hein? Deve ser uma perspectiva inesquecível!
Continuemoss então a praticar o mirandés, hei-de lá voltar e ver os pauliteiros!
Beijinhos!
Torradaemeiadeleite a 18 de Agosto de 2009 às 19:46

Isso dos pauliteiros foi sorte, mas fizemos por ter sorte - tivemos atenção aos papeis que anunciavam festas de aldeia, vimos um que incluía pauliteiros e ala que se faz tarde para essa aldeia!
O barco é de facto fantástico, paisagens maravilhosas e, caso haja sorte (não foi o caso) podemos observar as águias e abutres.
Fui buono i ye para repetir.
pnf a 19 de Agosto de 2009 às 09:50

Eu até vinha comentar o post... mas esta foto, acho que é da A1 a caminho da minha casa!!! Agora fiquei com vontade é de ir para o colo da minha mãezinha! :o)))
Bjoquinhas
me a 10 de Setembro de 2009 às 09:32

Ora bem, eu estive agora mesmo com uma lupa a observar o asfalto que se vê na fotografia e não consegui chegar a uma conclusão definitiva em relação à identificação da autoestrada. Penso que pode ser a A1 a A4 ou a A548.

Mas pronto, se ficas feliz assim, é a A1 e sim, é o caminho para o colo da tua mamã. Pronto, pronto.

Beijos
pnf a 11 de Setembro de 2009 às 09:01

Parabéns pelo seu blog, muito interessante. Estou estudando Português, eu não consigo entender tudo, mas quase! ;)
aumentare sperma a 7 de Setembro de 2010 às 12:53

Pois, nem eu próprio consigo perceber tudo... por exemplo, não percebo nada de "aumentare sperma", mas também não me dei ao trabalho de clicar para aprender...
Era essa a ideia, não era? Oh, que pena, não resultou.
pnf a 17 de Setembro de 2010 às 12:16

Olá, estou a estudar Português e eu aconteceram em seu blog que bom!
allungamento a 10 de Setembro de 2010 às 10:58

Sim senhor, nota-se perfeitamente que as aulas de português estão a resultar em pleno! Força nisso.
pnf a 17 de Setembro de 2010 às 12:14

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