Amanhã farás 12 anos, no dia 12, do ano 12. Não te volta a acontecer na vida, certinho. Parece um bom motivo para escrever-te? Ou então é só pretexto, porque nunca um motivo me levou à escrita, pelo menos vindo de fora. Muito menos coincidências numéricas.
Estás a crescer, menina. Já quase nem és menina menina, és uma menina moça, um projeto, um trajeto, uma futura mulher. Lá vais tu, dia a dia, a formar-te e também a deformar-te. Tentamos amparar-te aqui e ali, modelamos e moldamos. Mas somos só o molde e nem sempre o respeitas. Não enches a forma até cima, entornas por fora, escolhes outros moldes. Crescer deve ser sempre assim: respeitar e transgredir o que esperam de nós.
E agora contradizes-te e contradizes-me. Afinal és e continunas a ser menina menina. Aí estás tu à minha frente, no chão, num café imaginado, Kens como clientes e Barbies ao balcão. Tudo como dantes, agora com onze quase doze, como dantes com três.
Afinal crescer é uma manutenção e é, também, uma contradição em movimento. Já aprendi alguma coisa hoje.
Parabéns Beatriz.
