
Imagem retirada da Internet
Todos temos os momentos que marcam uma vida, fazendo-nos experimentar um dos vários tipos de sensações, de todo o panteão de sentimentos que um humano pode sentir. Depois, há outros momentos que têm a capacidade de nos fazer toda a mescla desses mesmos sentimentos, condensando-os em tão pouco tempo, que nos esmagam. Há 10 anos, foi assim. Entre sangue e lágrimas, alegria.
Sabes, Sara, nunca tanto receio e alegria viveram de forma tão próxima, dentro de mim, como nesse dia. Nunca a matemática das datas, das semanas, me assustou tanto. Nunca uns gritos histéricos dum médico e um dedo indicador espetado na tua cabeça, me alegraram tanto. Nunca um bebé nos braços me atingiu assim. Nunca, talvez não, dois anos e meio antes, também assim foi. Mas não foi assim, foi diferente.
E hoje passas mais uma barreira, ganhas um novo dígito. Passas um barreira, não, pulas. Porque fazes isto como fazes tudo, com esse sorriso que te rasga eternamente a face e com a facilidade com que transformas tudo em que te empenhas. Mas também com a inquietude que sempre revelas, aquela impossibilidade do marasmo que vive em ti. Crescer é urgente em ti, tudo é urgente em ti, tudo é rápido e imediato. Até as respostas são prontas e afiadas e, normalmente, certeiras.
Porque és assim, o meu doce atómico e acelerado, que me povoas a vida com inteligência e velocidade.
Parabéns, Sara.